Jovem pintor, que trabalhou sempre em silencio, escolheu seu caminho nas variações de enormes penumbras e de rasgos de cores. Quando vivia em Roma, podia acha-lo frequentemente nos grandes museus de quadros, nas galerias do circuito, nos museus temporários das artes e não se sabia se farejava os quadros expostos nas paredes, ou admirava as pessoas, os visitantes ocasionais, aqueles meninotes que chegavam vermelhos pelo jogo de futebol ou os empregados que procuravam sempre uma referencia pessoal em cada tela.
Os críticos o definem como:
- Áspero – Ugo Moretti;
- Pretensioso e livre – Ennio Francia;
- Cauteloso e ousado – Virgilio Guzzi.
Porem, o jovem pintor é desnudo e cru como Deus quer, em uma pintura reduzida aos ossos na luz da poesia.
Jornal : “IL MOMENTO” ROMA 12/1954
